O Incrível Hulk
25 Junho, 2008
O herói verde da BD está de regresso ao grande ecrã, isto porque teve de ser reabilitado após «Hulk» (2003), de Ang Lee, devido à contestação dos muitos fãs e, sobretudo, dos resultados financeiros.
O novo filme (realizado por Leterrier) representa um começar do zero na história deste herói da Marvel, sendo que segundo a maioria das opiniões está superior ao capítulo anterior.
A verdade é que Leterrier e os argumentistas eliminaram as partes complexas (ou complicadas) da narrativa e fizeram um entretenimento simples, espectacular e bem ao nível de muitas histórias de Hulk vistas na BD, já que esta é uma película que se pretende que seja um blockbuster de Verão. Edward Norton, para além do empenho na interpretação de Banner, desenvolveu o argumento a nível dos personagens. No entanto, não concorda com a montagem vista nas salas pois pretendia um filme mais longo; como tal, não participa na campanha de promoção. Assim sendo, o realizador Leterrier revelou há dias que a edição em DVD irá ter uma edição especial, com uma nova montagem, onde estarão adicionados 70 minutos de filme, onde está incluída uma cena entre Bruce Banner/Hulk e um outro herói da Marvel (já com adaptação agendada).
Bem, mas falemos do filme propriamente dito, que se inicia nas favelas do Rio de Janeiro. Desta forma, vemos o herói da acção, interpretado pelo consistente Edward Norton, a falar português - o que é sempre interessante.
O aspecto forte, por sinal humano da obra, é uma eficaz exploração do relacionamento entre Bruce Banner (Edward Norton) e Betty Ross (Liv Tyler): a química é instantânea e o crescendo até ao primeiro encontro foi bem montado.
Assiste-se igualmente à criação de um conjunto de sequências de acção bem “à Hulk”, de grande espectáculo, plenas de tensão, servidas com o auxílio de uns excelentes efeitos visuais (se bem que Hulk está menos verde que no filme anterior). Hulk volta a enfrentar os militares, destrói tanques, jipes, canhões… O “monstro verde” de Norton é paralelamente um personagem mais humano e frágil do que o de Eric Bana, no primeiro filme, que se centrava mais na luta interior do personagem contra o seu Hulk e os traumas da sua infância.
Surge ainda na película um adversário, Emil Blonski, que na personificação da sede de poder, aceita sujeitar-se a uma dose do mesmo químico que transformou Banner em Hulk para poder capturá-lo. A pequena dose apesar de lhe dar os poderes pretendidos não foi suficiente, e quando descobre que Samuel Sterns (o Mr. Blue) descobriu uma forma de replicar os efeitos no Hulk, obriga-o a transformá-lo na Abominação. O que não sabe é que esta transformação também o desprove da racionalidade partindo assim para uma destruição desenfreada. E só há uma pessoa que o pode parar: alguém como ele, Hulk.
“O Incrível Hulk” não desilude, pelo contrário, mas não inova muito, e mesmo a última sequência do confronto entre Norton e o seu adversário interpretado por Tim Roth, é relativamente previsível.
Apenas uma nota positiva também para as participações especiais de Stan Lee e Louis Ferrigno, e de outro personagem surpresa interpretado por Robert Downey Jr. que aparece no final, abrindo uma porta para um futuro projecto a juntar 2 personagens BD da Marvel (ou mais).
Em suma, é um filme que se recomenda apesar de não ser um chamado filme denso, mas que tem excelentes interpretações e muita acção.




qualquer filme que tenha o Ed Norton é fantastico!