Beleza Americana
Julho 18, 2008
Lester Burnham (Kevin Spacey) vive uma vida rotineira e monótona. È pouco amado pela sua mulher Carolyn, que vive repleta de ambições de triunfar na sua carreira profissional e que luta arduamente contra a frustração do fracasso, e pela sua filha Jane, a típica adolescente na idade do armário. A sua vida profissional também não é, de modo algum, invejável.
Ao conhecer Angela, uma colega de Jane, Lester é imediatamente invadido por um turbilhão de sentimentos dos quais nem ele próprio consegue retirar qualquer significado, mas que de certa forma, contribuirão para certas mudanças na sua vida. O que é certo é que Angela passa a assumir o papel principal nas visões erótico-artísticas que passa a invadi-lo a toda a hora.
Entretanto, a família Fitts muda-se para a casa ao lado. Ricky Fitts revela-se um rapaz misterioso, sempre armado com a sua câmara de vídeo. O seu pai, o coronel Frank Fritts, é um homem exacerbadamente homofóbico e nacionalista, que educa o seu filho de acordo com a rigidez das suas próprias regras e do seu apologismo face à “educação do recurso à força”.
Lester e Ricky acabam por criar laços de amizade, pouco benéficos para cada um deles. Lester reescreve a sua história e regressa a uma vida de adolescente. Para além de se viciar na erva por incentivo de Ricky, passa a viver mais para a sua imagem, de modo a conseguir criar um corpo mais escultural para seduzir Angela e chega mesmo a ir trabalhar para um restaurante de fast food. Frank Fritts começa a desconfiar das opções sexuais do filho ao interpretar mal uma situação que visualizou pela sua janela entre Lester e o seu filho.
Também Carolyn procura felicidade ao lado de um outro homem bem sucedido a nível profissional. Jane e Ricky optam por fugir e deixar tudo para trás e o coronel Frank revela um dos maiores segredos da sua vida. Sabe-se logo a priori qual será o desfecho de Lester.
O filme caracteriza-se pelo seu ambiente melancólico e de amargura perante a vida, não passando despercebidos alguns momentos de comédia. Kevin Spacey encabeça um fantástico elenco, completado por Annette Bening , Thora Birch, Mena Suvari , Peter Gallagher, entre outros, num filme de Sam Mendes, vencedor de 5 oscars da Academia, dos quais o do melhor filme e de melhor actor principal (Kevin Spacey).
O Incrível Hulk
Junho 25, 2008
O herói verde da BD está de regresso ao grande ecrã, isto porque teve de ser reabilitado após «Hulk» (2003), de Ang Lee, devido à contestação dos muitos fãs e, sobretudo, dos resultados financeiros.
O novo filme (realizado por Leterrier) representa um começar do zero na história deste herói da Marvel, sendo que segundo a maioria das opiniões está superior ao capítulo anterior.
A verdade é que Leterrier e os argumentistas eliminaram as partes complexas (ou complicadas) da narrativa e fizeram um entretenimento simples, espectacular e bem ao nível de muitas histórias de Hulk vistas na BD, já que esta é uma película que se pretende que seja um blockbuster de Verão. Edward Norton, para além do empenho na interpretação de Banner, desenvolveu o argumento a nível dos personagens. No entanto, não concorda com a montagem vista nas salas pois pretendia um filme mais longo; como tal, não participa na campanha de promoção. Assim sendo, o realizador Leterrier revelou há dias que a edição em DVD irá ter uma edição especial, com uma nova montagem, onde estarão adicionados 70 minutos de filme, onde está incluída uma cena entre Bruce Banner/Hulk e um outro herói da Marvel (já com adaptação agendada).
Bem, mas falemos do filme propriamente dito, que se inicia nas favelas do Rio de Janeiro. Desta forma, vemos o herói da acção, interpretado pelo consistente Edward Norton, a falar português - o que é sempre interessante.
O aspecto forte, por sinal humano da obra, é uma eficaz exploração do relacionamento entre Bruce Banner (Edward Norton) e Betty Ross (Liv Tyler): a química é instantânea e o crescendo até ao primeiro encontro foi bem montado.
Assiste-se igualmente à criação de um conjunto de sequências de acção bem “à Hulk”, de grande espectáculo, plenas de tensão, servidas com o auxílio de uns excelentes efeitos visuais (se bem que Hulk está menos verde que no filme anterior). Hulk volta a enfrentar os militares, destrói tanques, jipes, canhões… O “monstro verde” de Norton é paralelamente um personagem mais humano e frágil do que o de Eric Bana, no primeiro filme, que se centrava mais na luta interior do personagem contra o seu Hulk e os traumas da sua infância.
Surge ainda na película um adversário, Emil Blonski, que na personificação da sede de poder, aceita sujeitar-se a uma dose do mesmo químico que transformou Banner em Hulk para poder capturá-lo. A pequena dose apesar de lhe dar os poderes pretendidos não foi suficiente, e quando descobre que Samuel Sterns (o Mr. Blue) descobriu uma forma de replicar os efeitos no Hulk, obriga-o a transformá-lo na Abominação. O que não sabe é que esta transformação também o desprove da racionalidade partindo assim para uma destruição desenfreada. E só há uma pessoa que o pode parar: alguém como ele, Hulk.
“O Incrível Hulk” não desilude, pelo contrário, mas não inova muito, e mesmo a última sequência do confronto entre Norton e o seu adversário interpretado por Tim Roth, é relativamente previsível.
Apenas uma nota positiva também para as participações especiais de Stan Lee e Louis Ferrigno, e de outro personagem surpresa interpretado por Robert Downey Jr. que aparece no final, abrindo uma porta para um futuro projecto a juntar 2 personagens BD da Marvel (ou mais).
Em suma, é um filme que se recomenda apesar de não ser um chamado filme denso, mas que tem excelentes interpretações e muita acção.
American History X
Maio 27, 2008
América Proibida é talvez dos mais duros, mas também mais reais, filmes que abordam a temática do racismo e, mais concretamente, do movimento “skinhead”.
Edward Norton presenteia-nos com uma das suas melhores interpretações de sempre, algo, aliás, a que já nos habituou. A convicção que transmite é de tal ordem que até o mais tolerante dos cidadãos reconhece alguma razão ao discurso proferido por Derek Vinyiard – personagem de Norton – acerca dos imigrantes nos EUA. Por um milésimo de segundo, também nós nos tornamos racistas e reconhecemos alguma legitimidade na sua dissertação; porque se trata da defesa do mais básico que há: o território que ocupamos e que encaramos como nos pertencendo exclusivamente.
Há, assim, que salientar a genialidade não apenas da impressionante interpretação, como também da equipa de argumentistas, capazes de demonstrar como a obsessão pode originar uma visão distorcida das coisas e a um ignorar de antagónicos pontos de vista, a uma intolerância inacreditável.
Focando a história da película, Derek Vinyiard é um destacado membro do movimento Skinhead de Venice Beach. Profundamente marcado pela morte do seu pai, bombeiro, por um negro, é facilmente aliciado por Cameron Alexander, chefe máximo do movimento, que reconhece em Derek um líder nato. Rapidamente, Vinyiard reúne em torno a si um grupo de jovens tão frágeis quanto ele se havia já encontrado, com os quais leva a cabo os mais diversos actos de vandalismo. Quando é preso por assassinar dois negros, a vida de Derek e da sua família dá uma volta de 180 graus, sendo que o seu irmão mais novo, Danny, decide seguir as suas tortuosas passadas, aderindo ao DOC (nome do movimento).
No período que passa na prisão, Derek percebe que pode ser um homem diferente. A sua única incerteza é a de se vai ser capaz de ajudar o seu irmão.
Filme arrebatador, interpretações brilhantes – em especial a de Edward Norton e de Edward Furlong – realização soberba. Em suma, um dos melhores filmes de sempre e, por isso mesmo, imperdível.

Chocolate
Abril 23, 2008
Chocolate é um filme realizado por Lasse Hallstrom e produzido por David Brown que tem como tema principal a religião e a descriminação social.
No Inverno de 1959, Vianne (Juliette Binoche), uma mulher nómada e mãe solteira, decide abrir uma loja de chocolates, numa pacata aldeia francesa regida pelo cristianismo. O grande problema é que tudo isto acontece na Quaresma, época de sacrifício. Vianne e a sua filha Anouk (Victoire Thivisol) enfrentam, então, todos os preconceitos dos habitantes.
Reynaud (Alfred Molina) é um prestigiado cidadão que assumiu a direcção moral da aldeia. Para este, Vianne constitui uma ameaça para a população, pois representa o pecado que se deve evitar a todo o custo. Proíbe, assim, a entrada na sua loja, esperando que esta abandone a aldeia. Contudo, graças ao dom que Vianne possui de adivinhar os mais profundos desejos dos seus clientes, todos acabam por se render às suas magníficas receitas de chocolate.
É com a chegada de um forasteiro, Roux (Johnny Depp), que Vianne começa a descobrir quais os seus próprios desejos.
Chocolate é um filme fascinante pois conta com um elenco fantástico bem como com um argumento e fotografia excelentes.

The Unsaid
Abril 11, 2008
Michael Turner (Andy Garcia) é um psicólogo bem-sucedido, cujo filho, Kyle (Trevor Blumas), se suicida. Invadido por um dominador sentimento de culpa, Michael deixa de atender pacientes, apenas aparecendo pontualmente em palestras universitárias.
Numa dessas ocasiões, Barbara (Teri Polo), uma ex-aluna que enveredou pela mesma profissão, tenta convencê-lo a falar com um paciente seu, o aparentemente calmo e tímido Tom Caffey (Vincent Kartheiser). Tommy encontra-se num orfanato, local para que foi transferido após testemunhar o brutal assassinato da mãe às mãos do pai (crime passional).
Barbara sente-se intrigada pelo facto de Tommy não revelar qualquer comportamento violento ou desviante; é este mesmo pormenor curioso que desperta a atenção de Michael, levando-o a embarcar numa viagem ao passado desconcertante de Tommy, em que nem tudo é o que parece.
Com brilhantes interpretações e um argumento ardiloso, “The unsaid” é uma agradável descoberta. Em poucos segundos, deixamo-nos levar por esta história aparentemente banal e cliché, que se transforma num thriller imperdível.

Traffic - Ninguém sai ileso
Abril 5, 2008
Javier Rodriguez (Benicio Del Toro), é um polícia mexicano que tenta afastar o seu colega Manolo das teias da corrupção.
Helena (Catherine Zeta-Jones), é casada com um barão do tráfico de droga sem o saber. Quando este é preso, ela assume o comando do negócio, apenas para garantir a sobrevivência da família.
Robert Wakefield (Michael Douglas), é nomeado pelo Governo dos EUA para encabeçar a luta antidroga. Contudo, com a sua entrega total a esta tarefa, acaba por não conseguir impedir que a própria filha enverede pelo mundo que ele tenta combater.
“Traffic” atinge o auge no momento em que estas histórias, aparentemente tão diferentes, se cruzam magistralmente.
“Traffic” retrata de forma realista e sem falsos moralismos um dos negócios mais lucrativos da sociedade actual: o tráfico de droga. Não é um filme com tom de acusação, mas de impotência, pois há mais gente a lucrar com o narcotráfico do que a combatê-lo. De forma subtil, tanto “Erin Brokovich” como “Traffic” – do mesmo realizador, Steven Soderbergh – denunciam a nova natureza humana. Caracterizada pela ambição desmedida e ausência de limites, origina o total desrespeito e indiferença pela vida dos demais. Estes são apenas fontes de lucro ou prejuízo, sendo as suas vidas decididas segundo estes dois conceitos.
Uma pequena nota: este é um filme para apreciadores do género de realização de Soderbergh: lenta e aparentemente descuidada, mas que, por isso mesmo, nos dá uma sensação de proximidade e realidade. Porque, afinal de contas, a vida não é um filme de 120 minutos; é antes um conjunto de episódios que se aglomeram de forma imprevisível e nem sempre emocionante.

O Fabuloso Destino de Amélie
Abril 5, 2008
É impossível ver este filme e ficar-lhe indiferente, isto porque Amélie Poulain (Audrey Tautou) é provavelmente a personagem mais caricata ao mesmo tempo que adorável que temos visto ultimamente no cinema. É demasiado fácil adorá-la…
Filha de um bizarro casal francês, tem uma educação peculiar que a torna numa jovem inibida e anti-social. Por essa razão, Amélie encontra diversos entraves no caminho para encontrar a felicidade, pelo que começa a distrair-se da sua vida, interessando-se em melhorar a dos outros. Até que acaba por aperceber-se que o amor pode não aguardar à soleira da sua porta perpetuamente.
Enquanto seguimos divertidamente a vida da doce mademoiselle Poulin, vamos encontrando outras personagens igualmente interessantes e fora do vulgar, como a hipocondríaca Georgette, o extremamente minucioso Lucien e a lamurienta Madeleine.
Em boa verdade, todo filme é recheado de personagens hilariantes (penso até que não há uma única dita “normal”), e de igual forma o modo como Jean Pierre Jeunet construiu o fabuloso mundo de Amélie, é singular e verdadeiramente inspirador. Combinando-o com uma belíssima banda sonora. A história comove ao mesmo tempo que consegue alegrar até o espectador mais sisudo.
São cerca de 129 minutos de descoberta e de pura magia que o vão deixar maravilhados pela inocência de uma jovem parisiense cujos pueris prazeres se resumem a estalar o leite-creme com a colher, mergulhar a mão em sacos de grão e fazer saltar pedrinhas no rio.

Léon – O Profissional
Março 31, 2008
Luc Besson não poderia ter criado melhor obra de arte ao dirigir este excelente elenco (Jean Reno, Gary Oldman, Natalie Portman) ao ritmo de um tão maravilhoso argumento.
O filme apresenta-nos Léon, um exímio assassino profissional, cuja vida se transforma por completo no dia em que a família de Mathilda, uma menina de 12 anos que mora no apartamento vizinho, é cruelmente chacinada. A carnificina dá-se sob as ordens de Stan, um mafioso polícia que se irrita quando o pai da menina o tenta enganar num negócio obscuro relacionado com droga.
Desolada com a perda do irmão mais novo, Mathilda, pede guarida a Léon, que relutantemente a aceita em sua casa, e a seu pedido lhe ensina a sua profissão, para que esta possa fazer justiça com as suas próprias mãos e eliminar Stan. Rapidamente se criam fortes laços entre o assassino e a jovem aprendiz, pelo que este transforma a sua vida em função da dela, que entretanto se encontra em risco. Um thriller cheio de acção, que se desenvolve em crescendo e culmina numa mensagem de altruísmo e amor.
As actuações de Jean Reno (O Código da Vinci, A Pantera Cor de Rosa) e de Gary Oldman (Drácula, Batman Begins) são indiscutivelmente notáveis, naturalmente, não fossem ambos brilhantes actores. Contudo o que realmente espanta neste filme, é o louvável desempenho da então tão jovem Natalie Portman (13 anos). Mathilda é uma personagem complexa, e a meu ver poucas actrizes seriam tão adequadas para a sua interpretação como Portman (Star Wars, V de Vingança), apesar da tenra idade e da inexperiência (visto ter sido a sua estreia).

A noiva cadáver
Março 28, 2008
O filme A Noiva Cadáver de Tim Burton é um filme de animação baseado num conto Russo-Judaico do sec. XIX, e é ambientado numa Inglaterra fictícia da era Vitoriana. Relata a história de Victor (voz de Jonny Deep), filho de um casal que enriqueceu à custa da indústria das conservas de peixe, e procura ascender na alta sociedade, apesar da sua falta de classe incrível, e Victoria (voz de Emily Watson), filha de aristocratas de boas famílias, cheios de classe e de requinte, com um bom nome e excelente posição social, apesar de estarem completamente falidos.
Tendo em conta que os dois casais precisavam um do outro para alcançar o êxito, os Dort e os Everglot decidiram casar os seus filhos com o intuito de unirem as suas famílias.
Contra todas as expectativas Victor e Victoria apaixonam-se, superando a timidez que atormentava ambos.
No ensaio do casamento, Victor atrapalha-se durante os votos e o padre manda-o decorar os textos. Victor dirige-se para a floresta enquanto os ensaia e depois de já saber tudo de cor coloca a aliança na raiz de uma árvore.
De súbito, uma bela noiva cadáver (voz de Helena Bonham-Carter) outrora assassinada, surge da terra para reclamar o seu noivo e leva Victor para o mundo dos mortos.
Apesar de perceber que a vida na terra dos mortos é mais colorida que a vida da terra dos vivos, Victor considera que não há nada neste mundo ou no próximo que se revele capaz de o afastar do verdadeiro amor.
Este filme é uma obra esplendorosamente cativante saída do imaginário de Tim Burton, que nos tem habituado a um mundo próprio de fantasia e que nunca pára de nos surpreender.

Sweeney Todd: O Terrível Barbeiro de Fleet Street
Março 26, 2008
A expectativa em torno deste filme era sem dúvida assinalável, isto porque reúne vários elementos que por si só tornam a visualização da película quase obrigatória. Refiro-me, por exemplo, ao belíssimo leque de actores a começar como é evidente por Johnny Depp, a meu ver o actor mais versátil da actualidade (a aceitação deste papel vem provar isso mesmo), Helena Bonham Carter (Fight Club, Big Fish, Harry Potter and the Order of the Phoenix), Alan Rickman (Harry Potter, Perfume), Timothy Spall (The Last Samurai, Harry Potter, Enchanted) e Sacha Baron Cohen (Ali G, Borat).
Quanto ao realizador, esse é o irreverente Tim Burton e, por isso, todos os seus filmes têm um toque de magia único por muito sombrios que sejam. Há ainda a ter em conta que esta é uma obra da sétima arte diferente daquilo que a dupla de sucesso Burton/Depp nos tem proporcionado, já que é baseada no musical de sucesso da Broadway – “Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street”.
Sweeney Todd conta a história de um barbeiro chamado Benjamim Barker (Johnny Depp) que leva uma vida comum e feliz com a sua esposa até que um juiz (Rickman) se apaixona pela mesma. Juiz esse que decidido a ficar com a mulher para si, ordena que prendam Benjamim por um crime que o mesmo não cometeu. Quinze anos depois, o barbeiro regressa a Londres, agora com o nome de Sweeney Todd e com o sentimento de vingança a fervilhar dentro de si.
O filme surpreendeu-me imenso, não só porque o argumento está muito bem conseguido como também todo o ambiente recriado que nos transporta para outra dimensão – o guarda-roupa, os adereços, a fotografia e, como é evidente, a fabulosa banda sonora.
Não adianto mais nada, senão estaria a quebrar toda a fantasia e enigma que acaba por ser a sua chave de sucesso. Só mais uma sugestão, quando virem o filme, vão de espírito aberto pois irão assistir a algo francamente diferente do convencional.




